
No pretérito dia 18 de Abril a docência da Cadeira de Património Histórico e Cultural da Universidade Sénior de Rotary de Mangualde (USAMA) levou a efeito uma Viagem de Estudo a terras de Fornos de Algodres.
Tal visita inseria-se no plano curricular da Cadeira de Património e pretendeu, também, assinalar e comemorar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
Tendo saído pela manhã do Largo da Câmara a comitiva, composta pelos diversos alunos da Universidade, por alguns membros da Direcção da Universidade, pelo Presidente do Rotary Club de Mangualde e pelo professor de Património Histórico e Cultural, dirigiu-se a Terras de Algodres.
O início dos trabalhos de estudo deu-se no CIHAFA (Centro de Interpretação Histórica e Arqueológica de Fornos de Algodres) com a visita à Colecção Visitável de Arqueologia.
Daí o périplo continuou, a pé, até à Igreja Matriz da vila, rumando-se posteriormente à Calçada Romana. De seguida visitou-se o Pelourinho da vila e as várias Casas Solarengas de Fornos de Algodres.
O almoço foi devidamente apreciado na Quinta das Courelas que, diga-se em abono da verdade, brindou a USAMA com excepcionais pratos do Património Gastronómico daquela região.
Seguidamente, e enquanto a chuva que ameaçava não caiu, viajou-se até á aldeia de Infias onde se pode apreciar a Ara romana dedicada ao Deus Mercúrio.
A viagem continuou até á vetusta povoação de Algodres. Aí foi possível visitar a Igreja Matriz, de fundação Medieval e a Igreja da Misericórdia do Século XVII. Visitou-se, de igual forma as casas de pendor solarengo da aldeia e apreciou-se a paisagem natural e a ruralidade daquelas paragens.
Havia a intenção de visitar o Dólmen de Matança e de Cortiçô, bem como o Castro de Santiago e a Fraga da Pena, porém a chuva teimou mesmo em fazer a sua aparição e resolveu atrapalhar os planos iniciais.
De regresso a Fornos de Algodres deixámos a Dra Fátima Reis, funcionária do CIHAFA, que tão profissional e simpaticamente nos guiou na Visita de Estudo.
Foi na realidade uma iniciativa do agrado de todos os participantes e fizeram-se votos de que rapidamente se possa efectuar outra Viagem de igual teor.
Efectivamente, o Património Histórico e Cultural atrai e faz sair de casa, mesmo em dias em que as condições climatéricas não são as melhores, as pessoas. Foi o que aconteceu naquele dia, em que nenhum dos inscritos para a Viagem de Estudo falhou á chamada.
Saliente-se ainda que à iniciativa se juntaram alunos das outras disciplinas da USAMA e não apenas os de Património Histórico e Cultural.